Verão ou inverno: câncer de pele não tem estação — e os sinais precoces são visíveis

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O Brasil lidera o ranking de incidência de câncer de pele na América Latina — e os dados de registro apontam crescimento consistente nos últimos anos, especialmente do melanoma. A boa notícia é que, detectado precocemente, o câncer de pele não melanoma tem taxa de cura superior a 95%. O problema é que muitos brasileiros nunca fizeram uma consulta com dermatologista para rastreio.

Os sinais que pedem avaliação

Dermatologistas utilizam a regra ABCDE para identificar lesões suspeitas: Assimetria (um lado diferente do outro), Borda irregular, Cor variada (várias tonalidades na mesma lesão), Diâmetro maior que 6mm e Evolução — qualquer mancha que mude de tamanho, cor ou formato em semanas merece avaliação.

Além das pintas (nevos), lesões que sangram espontaneamente, feridas que não cicatrizam em três semanas e manchas avermelhadas com bordas elevadas também são motivo de consulta. O rosto, pescoço, ombros e braços são as regiões mais expostas ao sol — e, portanto, as mais vulneráveis.

Toda lesão de pele que muda em semanas — de tamanho, cor ou textura — merece avaliação dermatológica, não importa a época do ano.

Quem deve fazer rastreio e com que frequência

Pessoas de pele clara, com muitas sardas ou histórico familiar de melanoma devem fazer consulta anual com dermatologista a partir dos 30 anos. Para quem tem histórico pessoal de lesões removidas ou exposição solar intensa por trabalho ao ar livre, o rastreio pode ser semestral.

O dermatoscópio, equipamento que amplifica as lesões com iluminação específica, permite ao médico avaliar detalhes invisíveis a olho nu — aumentando a precisão do diagnóstico sem necessidade de biópsia imediata em muitos casos.

A barreira do acesso

Apesar da importância do rastreio, o acesso ao dermatologista ainda é um gargalo no Brasil. Pelo SUS, a fila em cidades de médio porte pode ultrapassar seis meses. Planos de saúde com cobertura dermatológica têm mensalidades cada vez mais altas.

Alternativas como redes de agendamento particular com preço negociado têm crescido exatamente nesse espaço — permitindo que mais pessoas façam o rastreio antes que uma lesão pequeना se torne um problema maior.

Pontos principais

  • Câncer de pele é o mais comum no Brasil — e o de melhor prognóstico se detectado cedo
  • Regra ABCDE ajuda a identificar lesões suspeitas
  • Rastreio anual recomendado para peles claras a partir dos 30 anos
  • Acesso ao dermatologista ainda é limitado no SUS em cidades médias

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